Em um evento realizado nesta segunda-feira (14) em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva surpreendeu parte da plateia ao adotar um tom contrário à pauta identitária que o próprio PT ajudou a consolidar nos últimos anos.

Ao comentar sobre futuras nomeações em seu governo, Lula declarou:

“Eu quero uma pessoa — não sei se mulher ou homem, preto ou branco — eu quero uma pessoa gabaritada.”

A fala foi interpretada como um posicionamento anti-woke, expressão usada para descrever o movimento político-cultural que enfatiza identidades raciais e de gênero como critérios centrais de representatividade.

Nos últimos anos, o governo e aliados petistas têm sido acusados de priorizar recortes ideológicos e identitários na composição de ministérios, diretorias e cargos públicos. A nova declaração de Lula, no entanto, marca um contraste com esse discurso, ao enfatizar competência e mérito como critérios principais.

Analistas políticos avaliam que a mudança de tom pode ser uma estratégia de reposicionamento diante do desgaste da agenda progressista e do avanço do debate sobre meritocracia e eficiência pública.

O comentário também repercutiu nas redes sociais, com muitos usuários ironizando a fala do presidente como uma espécie de “despertar tardio” contra o próprio movimento woke.

Apesar da reação, até o momento o PT e integrantes do governo não se manifestaram sobre o assunto.

DESTAQUES