Em discurso recente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o papel das redes sociais e defendeu a necessidade de mecanismos de controle sobre o ambiente digital. Durante a fala, Lula citou os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, como exemplos de governantes que atuam diretamente na regulação das plataformas de comunicação online.
As declarações chamaram atenção por revelarem, segundo analistas políticos, a disposição do governo em ampliar a supervisão estatal sobre o fluxo de informações e conteúdos na internet. O presidente afirmou que “as redes sociais precisam ter limites” e que “a democracia não pode conviver com a desinformação e o discurso de ódio”.
As menções aos líderes de regimes autocráticos reacenderam o debate sobre a liberdade de expressão no país e o risco de medidas que possam restringir a atuação independente das plataformas digitais. Especialistas lembram que a China e a Rússia são conhecidas por sistemas rígidos de censura e controle de conteúdo, o que levanta preocupações quanto às referências feitas por Lula.
Nos últimos meses, o governo federal e o Supremo Tribunal Federal têm defendido maior regulação das redes sociais, sob o argumento de combater fake news e proteger o processo democrático. Críticos, no entanto, afirmam que tais medidas podem abrir brechas para censura e perseguição de opositores.