Em discurso recente, com a presença do presidente Lula, o ex-ministro Fernando Haddad afirmou que os “ricos vão voltar a pagar impostos”, numa declaração que reforça a divisão entre grupos sociais. O tom do discurso sugere que a riqueza é, por si só, motivo de suspeita ou condenação moral, transmitindo à plateia a ideia de que acumular bens ou fortuna é um ato de injustiça.
Analistas políticos observam que a estratégia de Haddad, Lula e do PT se baseia na clássica tática do “nós contra eles”, utilizada para mobilizar apoio e consolidar poder político, dividindo a população em classes e interesses. Críticos apontam que, ao longo dos últimos 20 anos, desde 2003, esse tipo de retórica contribuiu para a polarização social e para a disseminação de discursos de ódio no Brasil, transformando a desigualdade econômica em argumento moralizante e político.
O episódio evidencia a persistência de um padrão discursivo que associa riqueza à culpa e que procura angariar dividendos eleitorais explorando tensões sociais, reforçando divisões em vez de propor soluções estruturais para o desenvolvimento econômico e a justiça fiscal.