A preocupação com a doutrinação ideológica em escolas e universidades brasileiras cresce entre famílias que desejam uma educação neutra e plural. Especialistas em educação e pais organizados têm destacado medidas concretas para garantir que o ambiente escolar seja voltado ao aprendizado de conteúdo, e não à formação político-partidária.

Entre as recomendações aos pais, estão acompanhar os conteúdos pedagógicos — solicitando acesso a apostilas, livros, textos e trabalhos propostos — e observar o discurso dos filhos, especialmente quando reproduzem falas políticas prontas no lugar do conteúdo das disciplinas. Participar ativamente da vida escolar, comparecendo a reuniões e conselhos, e cobrar posicionamento sobre a neutralidade ideológica de professores e da instituição também são ações fundamentais. Em casos de comprovação de doutrinação, como vídeos, áudios ou materiais explícitos, especialistas orientam denunciar ao MEC, aos conselhos de educação, ao Ministério Público e às associações de pais.

Para os alunos, recomenda-se identificar pontos de vista divergentes solicitando bibliografias alternativas — uma maneira de verificar se há abertura para o debate. Também é importante registrar excessos, mantendo provas de falas ou conteúdos doutrinários, e buscar fontes confiáveis para ampliar o repertório intelectual, consultando autores de diferentes correntes filosóficas, como liberal, conservadora ou clássica.

As orientações reforçam que a pluralidade de ideias é essencial para a formação crítica dos estudantes e para um ensino comprometido com o conhecimento, e não com agendas ideológicas.

DESTAQUES