Com o aumento contínuo dos gastos públicos e a estagnação da economia, o Brasil se aproxima de 2026 com uma bomba fiscal prestes a explodir. O governo Lula prometeu equilíbrio nas contas, mas os números oficiais apontam o contrário: o país caminha para um déficit primário acima de R$ 90 bilhões em 2025, mesmo após o abandono da meta de zerar o rombo fiscal.
Segundo o Tesouro Nacional, a dívida bruta do governo geral já ultrapassa 77% do PIB — o maior patamar desde 2020 —, enquanto o custo dos juros se mantém em alta, forçando o governo a gastar mais de R$ 700 bilhões anuais apenas com o serviço da dívida.
A nova âncora fiscal, vendida como “substituto responsável do teto de gastos”, não conteve o avanço das despesas obrigatórias, que seguem crescendo em ritmo acelerado. Gastos com pessoal, previdência e emendas parlamentares pressionam o orçamento, deixando cada vez menos espaço para investimentos em infraestrutura, educação e segurança pública.
Na outra ponta, a arrecadação federal cresce abaixo da inflação, refletindo a desaceleração econômica e a perda de confiança de investidores e empresários. O resultado é um governo que gasta mais, arrecada menos e se endivida rapidamente, empurrando a conta para o próximo presidente.
Para analistas da Instituição Fiscal Independente (IFI), o quadro é preocupante: se não houver ajuste nas contas, o próximo mandatário herdará um orçamento engessado, alto custo da dívida e baixa margem de manobra política.
O populismo fiscal — somado à tentativa de expandir gastos sociais sem base de receita — transformou a responsabilidade orçamentária em uma peça de retórica. Enquanto isso, o cidadão sente o impacto real: inflação persistente, juros altos e investimentos em queda.
A herança está formada: um Estado pesado, uma economia travada e um contribuinte exausto. A pergunta que fica é inevitável: o próximo governo vai subir impostos ou cortar privilégios?