O diretor de Regulação do Banco Central, Gilneu Vivan, apresentou um estudo que propõe ajustes nos sistemas de amortização dos financiamentos imobiliários corrigidos pela inflação, visando tornar as prestações mais previsíveis e menos suscetíveis a variações abruptas. A proposta inclui a introdução de um componente fixo nas parcelas, denominado “Adicional de Amortização”, que atuaria como uma espécie de “colchão” contra a inflação, suavizando os impactos das oscilações do IPCA.

Segundo Vivan, a adaptação nos contratos corrigidos pela inflação busca reduzir os riscos e beneficiar os compradores, proporcionando maior previsibilidade no valor das prestações ao longo do tempo. Simulações indicam que o novo modelo pode reduzir a variação das parcelas e o total de juros pagos pelos mutuários, tornando os financiamentos mais acessíveis e seguros.

A proposta do Banco Central integra um conjunto de medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para ampliar o crédito imobiliário e facilitar o acesso à casa própria. O novo modelo de financiamento visa viabilizar R$ 111 bilhões de recursos no primeiro ano, tornando disponíveis R$ 52,4 bilhões para a concessão de financiamentos, com foco na classe média e no uso eficiente da poupança.

Especialistas destacam que a estabilidade nas prestações é essencial para o planejamento financeiro das famílias, especialmente em períodos de alta inflação. A introdução do Adicional de Amortização representa um avanço na adaptação dos sistemas de amortização existentes, visando equilibrar o valor real do crédito concedido com a capacidade de pagamento do tomador.

O Banco Central reforça que a previsibilidade das prestações é um fator essencial para a sustentabilidade do crédito imobiliário, e a proposta busca não apenas aperfeiçoar a estrutura do crédito, mas também garantir que o ciclo de acesso à moradia ocorra em bases mais seguras e previsíveis.

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