O manifesto divulgado nesta semana contra a operação policial no Rio de Janeiro, que resultou em dezenas de mortes, foi assinado por 30 organizações não governamentais (ONGs). Entre elas estão nomes conhecidos como Instituto Sou da Paz, Tortura Nunca Mais, Anistia Internacional e Redes da Maré.

O que chama atenção é que todas essas entidades recebem financiamento de fundações internacionais, como a Open Society Foundation, Ford Foundation, OAK Foundation e Rockefeller Foundation, entre outras. As mesmas instituições são conhecidas por investir em projetos de influência política e social em diversos países.

A atuação dessas ONGs levanta um questionamento cada vez mais presente: quem define a política de segurança pública no Brasil — o Estado brasileiro ou organismos internacionais?

Além da pauta de segurança, as entidades também participaram de iniciativas de “combate à desinformação” durante as eleições de 2022. Documentos públicos indicam parcerias e treinamentos financiados pela NED (National Endowment for Democracy), braço da política externa dos Estados Unidos, por meio da agência USAID.

Diante desse cenário, cresce o debate sobre soberania nacional e o papel das organizações estrangeiras na formulação de políticas e na narrativa sobre direitos humanos e segurança pública no país.

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