O governo da Argentina classificou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas, segundo decreto anunciado nesta quarta-feira (30) pela ministra de Segurança, Patricia Bullrich. A medida foi confirmada pelo Ministério da Segurança argentino e publicada no Diário Oficial do país.
De acordo com o governo argentino, a decisão busca fortalecer o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado com atuação transnacional. A classificação permite que a Argentina adote protocolos antiterrorismo contra integrantes e financiadores dos grupos, ampliando as possibilidades de cooperação internacional em segurança.
O decreto cita que as facções brasileiras estariam envolvidas em crimes como tráfico internacional de drogas e armas, sequestros e homicídios. “Essas organizações utilizam métodos violentos e ações típicas de terrorismo para manter o controle de territórios e rotas ilegais”, afirmou Bullrich em entrevista coletiva.
O governo brasileiro, por sua vez, informou que não considera o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, mas sim organizações criminosas, conforme a legislação nacional.
A decisão argentina é inédita na América do Sul e ocorre em meio a um aumento da presença de facções estrangeiras no território argentino, segundo relatórios da inteligência local.