O comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do Rio de Janeiro declarou nesta quinta-feira (30) que os policiais da tropa estão “dispostos a sacrificar suas vidas em prol da sociedade”, em meio às discussões sobre a recente operação na capital fluminense.
A declaração foi feita após críticas de organizações não governamentais e entidades internacionais à ação que resultou na morte de criminosos e de quatro policiais. O comandante destacou que as operações seguem protocolos rigorosos e têm como prioridade preservar vidas e restabelecer a ordem pública.
“Quando um policial do BOPE sai de casa, ele sabe que pode não voltar. Mas também sabe que sua missão é proteger quem não tem como se defender. Nós não fugimos do dever, mesmo quando o preço é alto”, afirmou.
A fala do comandante ocorre em um momento de tensão entre autoridades de segurança e grupos civis, após a repercussão de um manifesto de ONGs criticando a condução das operações. O governo estadual, por sua vez, tem reiterado que o crime organizado não pode ditar as regras nas comunidades do Rio.
O governador Cláudio Castro (PL) também se manifestou em defesa da tropa, afirmando que “as únicas vítimas foram os quatro policiais mortos em serviço” e pedindo orações pelas famílias dos agentes.
A operação, realizada em parceria entre as polícias Civil e Militar, tinha como objetivo prender líderes de facções responsáveis por ataques recentes na região metropolitana. Segundo as forças de segurança, a ação evitou uma série de confrontos planejados e apreendeu armas de alto calibre e drogas.
Com o aumento da pressão internacional e o debate sobre a política de segurança no estado, o governo do Rio reforçou que continuará adotando medidas firmes contra o crime organizado, “sempre com base na lei e em respeito à vida dos cidadãos de bem”.