A Nigéria enfrenta uma escalada de violência contra comunidades cristãs, com mortes e ataques recorrentes em regiões como os estados de Benue, Plateau e Kaduna. Organizações de direitos humanos registram pelo menos 318 mortes em 389 incidentes entre 2020 e 2025, envolvendo assassinatos, sequestros e destruição de igrejas.
A situação ganhou repercussão internacional nesta semana, quando os Estados Unidos designaram o país como “país de especial preocupação” por violações à liberdade religiosa. A medida pode resultar em sanções econômicas ou pressão diplomática caso os ataques não sejam controlados.
Segundo grupos de defesa de direitos humanos, muitas das vítimas são comunidades rurais cristãs atacadas por milícias armadas, pastores nômades e grupos insurgentes. Já o governo nigeriano afirma que os incidentes não têm caráter religioso exclusivo, destacando que as vítimas incluem pessoas de diferentes crenças e que os ataques estão ligados a crimes gerais e disputas territoriais.
Especialistas apontam que a violência gera deslocamento forçado de famílias, compromete a segurança alimentar e aumenta a fragilidade de direitos fundamentais na região. A repercussão internacional também evidencia a dificuldade do governo nigeriano em proteger minorias religiosas e controlar grupos armados.
A comunidade internacional acompanha o caso de perto, e a situação continua sendo um alerta sobre segurança, direitos humanos e liberdade religiosa na Nigéria.