Um estudo publicado na revista Circulation apontou que dois anos de exercícios físicos estruturados e consistentes foram suficientes para reverter parte dos efeitos do envelhecimento cardíaco em adultos sedentários entre 45 e 64 anos.
A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade do Texas, acompanhou voluntários que seguiram um programa de treino supervisionado, com atividades de intensidade moderada a alta, distribuídas ao longo da semana. Após o período, os participantes apresentaram melhora de até 18% na capacidade cardiorrespiratória (VO₂ max) e redução da rigidez do ventrículo esquerdo — fatores associados à prevenção de doenças cardiovasculares.
De acordo com os autores, o exercício físico regular tem potencial para restaurar a flexibilidade do coração e reduzir os riscos relacionados ao sedentarismo, especialmente quando iniciado antes dos 65 anos.
Especialistas, no entanto, alertam que o estudo não mediu “idade cardíaca” de forma literal, e que a ideia de “rejuvenescer o coração em 20 anos” é uma interpretação popular, não uma conclusão científica.
O trabalho reforça, segundo os pesquisadores, a importância da prática física contínua e supervisionada para preservar a saúde do coração e melhorar a qualidade de vida na meia-idade.