Um levantamento divulgado pelo Observatorio Cubano de Derechos Humanos (OCDH) indica que 89% da população de Cuba vive hoje em situação de extrema pobreza. O dado faz parte do relatório anual da entidade, apresentado no final de 2024, e revela um quadro de agravamento social no país.

Segundo o OCDH, 94% dos cubanos afirmam não ter condições de adquirir itens básicos da cesta de consumo. A pesquisa, realizada em todas as províncias da ilha, também apontou dificuldades generalizadas para acesso a alimentos, medicamentos, energia elétrica e transporte.

O relatório destaca que os salários pagos pelo governo não acompanham a inflação e são insuficientes para cobrir necessidades essenciais. Além disso, a crônica escassez de produtos, associada a apagões frequentes e à queda da produtividade, piora o cotidiano da população.

O governo cubano não divulga estatísticas oficiais de pobreza há décadas, e organizações internacionais utilizam dados independentes para monitorar a situação social no país. O Observatorio Cubano de Derechos Humanos é uma das entidades que acompanha indicadores humanitários de forma contínua.

A crise econômica em Cuba se intensificou nos últimos anos, com queda no turismo, diminuição de subsídios externos e aumento dos custos de importação, fatores que ajudam a explicar o cenário registrado pelo relatório.

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