Enquanto Romeu Zema já quitou R$ 12,46 bilhões do rombo fiscal de Minas Gerais sem contrair um único empréstimo, Renan Filho e Paulo Dantas — juntos — já acumularam nove operações de crédito que somam cerca de R$ 5,6 bilhões e ampliaram de forma expressiva a dívida pública de Alagoas.
No governo Renan Filho, foram firmadas quatro operações, totalizando aproximadamente R$ 1,1 bilhão. Já na gestão de Paulo Dantas, foram celebrados cinco empréstimos, que alcançam R$ 4,5 bilhões, envolvendo Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e o financiamento internacional de R$ 1,53 bilhão junto ao BIRD.
Agora, Paulo Dantas voltou a solicitar à Assembleia Legislativa a autorização para mais um empréstimo, desta vez no valor de R$ 900 milhões, que deve ser aprovado nos próximos dias. Caso a operação seja confirmada, o montante total contratado em sua gestão ultrapassará R$ 5,4 bilhões, elevando ainda mais a dívida estadual.
O contraste entre o controle fiscal de Minas Gerais e o crescente endividamento de Alagoas reforça o debate sobre a sustentabilidade dessas operações e seus impactos para os próximos governos — especialmente diante do aumento acelerado do serviço da dívida.