O climatologista Luiz Ercílio Molion afirma que a ação humana interfere diretamente em apenas cerca de 6% da superfície terrestre. Segundo ele, os 71% do planeta correspondem a oceanos, enquanto os 29% restantes são continentes. Deste total, 16% são desertos ou áreas geladas, e apenas 7% correspondem a florestas tropicais ou temperadas, que estão em grande parte preservadas.
Com base nesse cálculo, Molion defende que a atividade humana não teria capacidade para alterar o clima global, já que a maior parte da Terra permanece fora do alcance direto das ações humanas. A tese é apresentada em trabalhos vinculados ao climatologista e está disponível no repositório da PUC-SP.
Essa visão reforça um debate mais amplo sobre o impacto das atividades humanas no aquecimento global e na mudança climática, contrapondo-se à opinião majoritária de que emissões de gases de efeito estufa e desmatamento contribuem significativamente para alterações climáticas.