Em 1970, o embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher foi sequestrado no Rio de Janeiro por guerrilheiros da Ação Libertadora Nacional (ALN), em uma das ações mais marcantes da luta armada durante o regime militar. O diplomata foi levado como parte de uma operação que buscava pressionar o regime pela libertação de presos políticos.

O sequestro durou 39 dias, período em que o governo brasileiro negociou com os sequestradores. A ALN exigia a libertação de detidos ligados a movimentos de oposição ao regime, replicando táticas já usadas por outros grupos armados no país. As negociações envolveram autoridades brasileiras e representantes estrangeiros, dada a repercussão internacional do caso.

O desfecho ocorreu com a libertação de 40 presos políticos, enviados para o exterior como condição para que Bucher fosse solto. O episódio se tornou um marco da resistência armada e evidenciou a tensão política da época, inserindo-se na série de sequestros de diplomatas que marcaram o período mais duro da repressão e da resposta dos grupos oposicionistas.

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