As estatais federais devem encerrar 2026 com um déficit primário estimado em cerca de R$ 6,8 bilhões, segundo projeções constantes no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado pelo próprio governo ao Congresso. Caso o número se confirme, o resultado colocará 2026 entre os piores desempenhos da série histórica, consolidando um cenário de deterioração fiscal sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O rombo ocorre após uma sequência de resultados negativos. Apenas em 2025, as estatais federais acumularam déficit superior a R$ 8 bilhões até agosto, superando, ainda antes do fim do ano, os piores resultados já registrados pelo Banco Central. O avanço do prejuízo é atribuído por analistas ao aumento de gastos, à queda de eficiência operacional e à crescente interferência política na gestão das empresas públicas.
Críticos do governo apontam que estatais estratégicas voltaram a ser utilizadas como instrumentos de política econômica e social, muitas vezes ignorando critérios técnicos e de sustentabilidade financeira. A consequência direta é o aumento da pressão sobre o Tesouro Nacional, que acaba sendo chamado a cobrir prejuízos bilionários, ampliando a dívida pública e restringindo recursos para áreas essenciais como saúde, educação e segurança.
Para economistas, o déficit histórico das estatais em 2026 não representa um evento isolado, mas o resultado de um modelo que prioriza agendas políticas de curto prazo em detrimento da responsabilidade fiscal. Enquanto o governo tenta relativizar os números, o mercado reage com desconfiança e o contribuinte assume, mais uma vez, o custo de uma gestão que transforma empresas públicas em passivos permanentes.