O imposto de importação sobre painéis solares no Brasil disparou nos últimos anos. Em 2022, a alíquota era zero. Em 2023, passou para 6%. Em 2024, subiu para 9,6%. Já em 2025, alcançou 25%. O movimento encarece a energia limpa, desestimula investimentos e penaliza diretamente consumidores e pequenos empreendedores que buscavam reduzir custos e depender menos do Estado.

A escalada tributária contraria o discurso ambiental e evidencia uma visão econômica focada na arrecadação e no controle, não na eficiência ou no crescimento. Em vez de ampliar o acesso à energia limpa e competitiva, o governo opta por transformar o setor em mais uma fonte de receita, ignorando os efeitos sobre inflação, competitividade e geração de empregos.

A lógica foi resumida com precisão por Ronald Reagan: “Se a coisa se move, taxe-a; se continuar em movimento, regule-a; se ela parar de se mover, subsidie-a.” No Brasil, a energia solar se move — e, por isso mesmo, foi taxada.

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