O INSS voltou ao centro de um escândalo de grandes proporções após a revelação de que 763 mil empréstimos consignados foram concedidos a menores de idade, incluindo crianças e até bebês. Segundo os dados, o volume dessas operações chega a R$ 12 bilhões, levantando suspeitas graves sobre falhas sistêmicas, ausência de controle e possível uso indevido do sistema previdenciário.

A concessão de crédito consignado a quem não possui capacidade civil expõe uma engrenagem desorganizada — ou deliberadamente permissiva — dentro do Estado. Especialistas apontam que operações desse tipo não poderiam ocorrer sem conivência institucional, seja por negligência administrativa, seja por mecanismos que facilitam fraudes em larga escala. O caso amplia o debate sobre a fragilidade da governança e dos sistemas de fiscalização do governo federal.

O episódio se soma a uma sequência de denúncias que marcaram o atual governo Lula, reforçando críticas sobre corrupção, aparelhamento e irresponsabilidade na gestão pública. Enquanto o discurso oficial insiste na defesa dos mais vulneráveis, a realidade exposta pelos números mostra um Estado incapaz de proteger até mesmo crianças de esquemas que drenam recursos públicos e aprofundam a crise de confiança nas instituições.

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