Fidel Castro chegou ao poder em Cuba após derrubar a ditadura de Fulgencio Batista em 1959, mas sua trajetória ideológica tomou um rumo bem definido logo nos primeiros anos. Em 2 de dezembro de 1961, Castro declarou publicamente que era marxista-leninista, comprometido com a construção do socialismo e do comunismo em Cuba, postura que manteve ao longo de sua vida.

Contrariando eventuais afirmações superficiais de discursos populistas iniciais, a realidade histórica mostra que não houve transição para um sistema democrático plural nem estabilidade de liberdades políticas no país. Cuba permaneceu sob o controle de um partido único, onde dissidência política é reprimida e a soberania popular é limitada pela estrutura estatal que Castro instituiu e que ainda marca a vida da ilha décadas depois.

Passados mais de seis décadas, Cuba continua sob um regime autoritário originado na revolução de Castro, com limitações claras a eleições livres e pluralismo político. Essa trajetória coloca em xeque narrativas que romantizam sua figura ou tratam promessas pontuais de democracia como representativas de sua prática governamental. A história é clara: líderes que prometem liberdade e depois consolidam o poder por décadas sem alternância política deixam um legado que merece análise crítica — especialmente à luz das experiências de outros regimes latino-americanos que repetiram promessas semelhantes e entregaram controle estatal concentrado em poucos.

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