O recém empossado presidente da Polônia, Karol Nawrocki, conhecido por sua postura conservadora, vetou uma proposta de lei da União Europeia que, em sua avaliação, poderia ampliar mecanismos de censura sobre usuários e conteúdos na internet. A medida vinha sendo discutida no âmbito de políticas digitais europeias, com o objetivo declarado de combater desinformação e discurso de ódio, mas enfrentou forte oposição de críticos que a consideram um risco à liberdade de expressão.

O veto de Nawrocki foi saudado por defensores das liberdades civis e da livre circulação de ideias na rede, que viram na decisão uma proteção importante contra a expansão do controle estatal sobre o ambiente digital. “God bless him!”, escreveu um usuário em rede social, refletindo o apoio de parte da opinião pública conservadora à iniciativa do presidente polonês.

A ação de Nawrocki insere-se num contexto mais amplo de debates sobre regulação da internet na Europa, onde governos e instituições buscam equilibrar a proteção contra abusos e a preservação da liberdade individual. A decisão polonesa deverá gerar repercussão nos próximos meses, à medida que o bloco tenta avançar em uma legislação comum para plataformas digitais.

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