O governo Lula expandiu a base monetária em 10,89% entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados oficiais, mas a inflação divulgada no período foi de apenas 4,26%. O dado levanta questionamentos no mercado e entre consumidores, sobretudo diante da percepção generalizada de aumento expressivo no custo de vida.

Na prática, itens essenciais como alimentos, serviços, planos de saúde, mensalidades escolares, energia e aluguéis registraram reajustes muito acima do índice oficial, em muitos casos entre 10%, 15% ou até 20%. A discrepância reforça críticas sobre a metodologia dos índices inflacionários e sobre o descolamento entre os números divulgados e a realidade sentida pelas famílias.

Enquanto isso, os salários não acompanham esse ritmo. Para grande parte da população, o reajuste anual ficou bem abaixo da alta efetiva dos preços, corroendo o poder de compra. O resultado é um cenário de perda silenciosa de renda, no qual a inflação “controlada” nos gráficos não se traduz em alívio no bolso do trabalhador.

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