O agronegócio brasileiro é responsável por 23,5% do PIB nacional, considerando agropecuária, indústria e serviços associados. Em 2025, o setor importou cerca de US$ 15 bilhões e exportou US$ 165 bilhões, gerando um superávit comercial de aproximadamente US$ 150 bilhões, segundo dados consolidados do comércio exterior. Sem esse desempenho, o Brasil registraria um déficit de US$ 82 bilhões na balança comercial.

O impacto macroeconômico é direto. O superávit do agro funciona como um amortecedor cambial, garantindo oferta de dólares, reduzindo pressão sobre a moeda e ajudando a conter a inflação. Especialistas apontam que, sem o agronegócio, o real sofreria forte desvalorização, com efeitos imediatos sobre preços, juros e custo de vida da população.

Apesar de narrativas recorrentes sobre “privilégios”, o setor recebe apenas R$ 3 em subsídios para cada R$ 100 faturados, o menor nível entre os principais competidores globais — mesmo quando incluídos os incentivos à agricultura familiar. O dado reforça que o agro brasileiro é altamente competitivo, eficiente e decisivo para o equilíbrio econômico do país.

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