O FBI realizou uma ação em um centro eleitoral no condado de Fulton, na Geórgia (EUA), em uma investigação que levanta fortes tensões em torno da segurança dos processos eleitorais norte-americanos. Agentes cumpriram um mandado judicial em um armazém que guarda material relacionado às eleições presidenciais de 2020, incluindo cédulas, registros e equipamentos usados no pleito.
Autoridades locais relataram que os agentes federais retiraram “grande quantidade de documentos eleitorais” em caixas lacradas, sem aviso prévio às autoridades do condado. O mandado autorizava a apreensão de todos os registros vinculados à eleição de 2020, inclusive físicos e eletrônicos, e teria sido emitido no âmbito de uma investigação criminal sobre possíveis irregularidades na preservação de documentos eleitorais ou na conduta de agentes públicos.
Embora a Justiça norte-americana tenha classificado a ação como parte de uma investigação autorizada por tribunal, a operação ocorre em um contexto político polarizado, em que o próprio ex-presidente Donald Trump insiste em alegações de fraude eleitoral na disputa de 2020 — alegações que já foram amplamente contestadas e refutadas por múltiplos tribunais e instâncias eleitorais.