O advogado Jeffrey Chiqini afirmou em suas redes sociais que considera “decepcionante” a postura de parlamentares que, segundo ele, votaram ao lado do PT em pautas como a ampliação do vale-gás e o aumento de benefícios para servidores do Congresso. Na avaliação do jurista, essas medidas favoreceriam práticas de caráter populista em um período sensível do calendário político. Ele também declarou que tais decisões precisam ser lembradas pelo eleitorado no momento do voto.
Chiqini foi além ao questionar o alinhamento ideológico desses parlamentares, afirmando que, em sua visão, eles não representariam valores associados à direita. Para o advogado, tornar públicos os nomes dos congressistas que adotaram essa posição não configuraria divisão interna, mas sim um processo de depuração política — “separar o joio do trigo”, como escreveu.
As declarações repercutem em meio ao debate recorrente sobre coerência partidária, responsabilidade fiscal e uso de políticas sociais em contextos eleitorais. Críticos dessas medidas costumam apontar riscos de aumento de gastos e eventual exploração política, enquanto defensores argumentam que programas de assistência são instrumentos importantes para mitigar vulnerabilidades sociais. O episódio ilustra as tensões dentro do próprio campo político e reforça como votações no Congresso frequentemente se tornam termômetro das disputas ideológicas no país.