A inadimplência empresarial no Brasil atingiu um nível histórico em 2025, com mais de 7,2 milhões de empresas com CNPJs negativados, segundo dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian — o maior patamar já registrado desde o início da série histórica. Esse total representa cerca de 31,6 % de todos os CNPJs ativos no país, e as dívidas somadas superaram R$ 164,2 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente acumulou mais de 7 registros negativos de dívida, um sinal claro de dificuldades financeiras generalizadas entre os negócios brasileiros.

O cenário reflete uma conjuntura econômica marcada por juros elevados, restrição ao crédito e desaceleração no ritmo de atividade, fatores que dificultam a capacidade das empresas de honrar compromissos financeiros. Micro e pequenas empresas estão entre as mais afetadas, representando a maior parte das companhias com contas em atraso e sofrendo com limitações de fluxo de caixa que comprometem investimentos e manutenção de operações.

Especialistas apontam que esse recorde de inadimplência não é apenas um número isolado, mas um reflexo de condições estruturais que pressionam o setor produtivo — como custo elevado do crédito e incerteza econômica. A crescente dificuldade em acessar financiamento e manter capital de giro ameaça a sobrevivência de muitos negócios, com impactos diretos sobre emprego, renda e competitividade. A situação exige atenção e políticas que estimulem a liquidez empresarial e a recuperação da confiança no ambiente de negócios.

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