Os contribuintes brasileiros já desembolsaram cerca de R$ 500 bilhões em impostos nos primeiros 40 dias de 2025, segundo dados do Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que acompanha em tempo real a arrecadação tributária no país. Essa marca foi alcançada mais cedo do que no ano anterior e representa um aumento de 8,3% em comparação com o mesmo período de 2024, quando o painel marcava cerca de R$ 461,6 bilhões.
Especialistas apontam que a combinação de fatores — como o aquecimento da economia, a alta da inflação e o aumento de tributos em vários níveis — impulsionou a arrecadação nos primeiros meses do ano. O sistema tributário brasileiro é fortemente baseado em impostos sobre o consumo, o que faz com que a inflação tenha papel direto no crescimento da arrecadação, já que tributos incidem sobre preços de bens e serviços.
O volume expressivo de tributos pagos logo no início do ano reacende debates sobre a carga tributária no Brasil e a relação entre arrecadação e retorno em serviços públicos. Críticos apontam que, apesar do montante crescente, a população ainda enfrenta dificuldades no acesso a serviços básicos de qualidade, enquanto defensores do atual modelo argumentam que a arrecadação é necessária para financiar políticas públicas essenciais.