Após visita oficial ao Bahrein, o pré-candidato Flávio Bolsonaro convidou empresas do país árabe a investir na expansão da malha ferroviária brasileira. Segundo ele, mudanças recentes na legislação permitem concessões de até 50 anos, o que ampliaria a segurança jurídica para investidores estrangeiros. O parlamentar também alertou para os gargalos logísticos do Brasil, afirmando que as deficiências no transporte podem fazer o país perder cerca de 30% da produção de alimentos.

A pauta bilateral incluiu a possibilidade de ampliar a cooperação em áreas consideradas estratégicas, como segurança alimentar, tecnologia e setor militar. A iniciativa busca diversificar parcerias internacionais e fortalecer cadeias produtivas, especialmente em um cenário global marcado por disputas comerciais e necessidade crescente de eficiência logística.

Atualmente, o fluxo comercial entre os dois países é concentrado na exportação brasileira de minério de ferro, enquanto o Brasil importa fertilizantes — especialmente ureia — do Bahrein. A aproximação sinaliza uma tentativa de aprofundar relações econômicas e atrair capital externo para projetos de infraestrutura, considerados essenciais para aumentar a competitividade do agronegócio e reduzir custos de transporte no país.

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