Enquanto a semana política se desenrolava em Brasília, novas controvérsias envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal ampliaram o debate público sobre a atuação da Corte. O ministro Alexandre de Moraes já acumula 47 pedidos de impeachment protocolados no Senado, segundo levantamento do Poder360. O mais recente foi apresentado pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, após a divulgação de mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro que indicariam contato direto entre ele e o ministro, conforme reportagem do InfoMoney.
No Senado Federal do Brasil, o senador Alessandro Vieira protocolou um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito com 35 assinaturas para investigar condutas atribuídas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no chamado escândalo do Banco Master, segundo informações divulgadas pelo Senado Notícias.
Diante da repercussão, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a apuração irá “até as últimas consequências” e defendeu a retomada da discussão sobre um código de conduta para magistrados da Corte. A proposta, relatada pela ministra Cármen Lúcia, enfrenta resistência dentro do tribunal. Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli votaram contra a iniciativa, argumentando que a atual Lei Orgânica da Magistratura Nacional já estabelece regras suficientes para a atuação dos juízes.
Segundo análise publicada pela Bloomberg, o caso envolvendo o Banco Master já começa a produzir efeitos no ambiente político e pode influenciar o cenário eleitoral brasileiro. Paralelamente, a 2ª Turma do STF formou maioria para manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. Votaram a favor da manutenção da prisão os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito, enquanto o voto do ministro Gilmar Mendes ainda é aguardado, com prazo até 20 de março para se manifestar.