O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou 4,3 milhões de benefícios indeferidos no primeiro semestre de 2026, segundo dados oficiais disponíveis no Portal de Transparência Previdenciária. O volume representa uma forte alta em relação ao mesmo período de 2025 e chama atenção para o endurecimento das análises de pedidos de benefícios. O próprio INSS disponibiliza mensalmente os dados de concessões e indeferimentos.
Entre os principais motivos para as negativas estão a não comprovação de incapacidade para o trabalho, o não atendimento aos critérios do BPC, insuficiência de idade ou tempo de contribuição para aposentadoria e falta de comprovação de dependência em pedidos de pensão por morte. Em março de 2026, por exemplo, foram registrados 796.798 benefícios indeferidos, correspondentes a 47% dos requerimentos analisados naquele mês.
O aumento das negativas ocorre ao mesmo tempo em que o governo tenta acelerar a análise dos processos. A fila do INSS caiu para 1,282 milhão de requerimentos em agosto, uma redução de 59% desde janeiro, enquanto a média de concessões chegou a 730 mil benefícios por mês entre janeiro e julho, 67% acima da média registrada no mesmo período de 2022. O cenário mostra uma Previdência que está analisando e decidindo mais rapidamente, mas também coloca sob escrutínio a qualidade das negativas e o direito dos segurados que tiveram seus pedidos rejeitados.