O governo do presidente Lula (PT) mandou mensagens em massa pelo WhatsApp a beneficiários do Bolsa Família, com a data do pagamento de outubro e o aviso de que o valor foi reajustado, informou o Poder360 nesta quarta-feira (21). As mensagens saem pela conta GovBR e também chegam a inscritos no Gás do Povo, no Luz do Povo e no aplicativo Celular Seguro. O governo não revela quantas mensagens enviou.
O reajuste de 15%, de R$ 600 para R$ 691, foi anunciado em 17 de setembro, 17 dias antes do 1º turno. O benefício tinha ficado sem reajuste nos três primeiros anos do governo. O programa atende 19,3 milhões de famílias. O pagamento de outubro, que ia até o dia 31, foi antecipado e termina nesta quarta, quatro dias antes do 2º turno; o governo atribui a mudança ao El Niño. Em entrevista à Globo, em 15 de outubro, Lula disse que não reajustou antes porque “não sabia” que o benefício estava congelado havia tanto tempo.
Na terça-feira (20), a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) entrou no TSE com uma ação de investigação judicial eleitoral contra a chapa Lula-Alckmin e o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, segundo a CNN Brasil. A ação afirma que dados do Gov.br, do INSS e da Receita Federal serviram para escolher quem recebia as mensagens, o que desrespeitaria a proibição de publicidade institucional em vigor desde 4 de julho. A campanha pede a suspensão imediata dos disparos, a cassação da chapa e a inelegibilidade de Lula e Sidônio por oito anos, e quer que o caso fique com o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.