O Comitê de Acompanhamento Técnico (CAT) começou na segunda-feira (19) uma nova campanha de vistorias em cerca de 2.093 imóveis de Maceió nas áreas vizinhas ao Mapa de Linhas de Ações Prioritárias, que delimita a região atingida pelo afundamento do solo. As equipes registram rachaduras, fissuras e deformações em paredes e pisos.
Segundo a Defesa Civil de Maceió, fazem parte do comitê a Defesa Civil municipal, a Defesa Civil Nacional, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o Instituto Biodiversidade e Clima (Ibioclima), a Braskem e consultorias especializadas. O Inpe e a Defesa Civil Estadual foram convidados, mas não participaram do início dos trabalhos. Na campanha anterior, concluída em maio, o comitê visitou 2.216 imóveis, e só 704 tiveram vistoria completa: em 1.217 não havia morador na hora da visita e, em 295, os moradores não autorizaram a entrada das equipes.
O engenheiro civil Guilherme Henrique, especialista em patologia das construções e integrante do comitê, explicou que rachadura, umidade ou infiltração, “isoladamente”, não significam que o imóvel esteja sendo afetado pelo afundamento. O que as equipes anotam em campo é comparado com os dados dos equipamentos de monitoramento e serve para avaliar se são necessárias novas investigações e se o mapa precisa ser atualizado. Segundo a Defesa Civil de Maceió, a nova campanha, por si só, não indica que o fenômeno avançou nem que o mapa será ampliado.