O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), assinou nesta quarta-feira (21) um ato que permite aos deputados eleitos usar a cota parlamentar antes de tomar posse. A verba vai reembolsar a passagem de ida e volta entre o estado do eleito e Brasília e até quatro diárias de hotel em janeiro, para a sessão que escolhe o novo comando da Casa e para a posse.
Segundo o Estadão e o Metrópoles, o dinheiro sai da cota de fevereiro de 2027, o primeiro mês do mandato. O limite mensal do cotão varia por estado: vai de R$ 41.612,55 para os deputados do Distrito Federal a R$ 58.474,70 para os de Roraima. As regras da Câmara não permitem pagar hospedagem em Brasília com essa verba, e o ato abre uma exceção.
Rodrigo Maia, em 2018, e Arthur Lira, em 2022, tomaram medidas parecidas, com até três diárias; a de Motta acrescenta uma. Em novembro, a Câmara ainda paga passagem e até três diárias e meia a cada eleito e a um assessor para o Seminário de Ambientação, em Brasília, fora do cotão. Segundo o Estadão, o ato sai enquanto Motta tenta se reeleger presidente da Casa, com apoio do Centrão, do PSB e do PDT.