Esquerda reclama de 'censura' da Meta após defender regras mais duras para as redes
Foto: Fellipe Sampaio / SCO / STF

Organizações da sociedade civil e a campanha do presidente Lula (PT) acusam a Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, de bloquear e restringir perfis durante a eleição de 2026. Segundo a Gazeta do Povo, os grupos que defenderam ampliar a responsabilidade das plataformas, o que o STF fez em 2025 ao mudar a leitura do artigo 19 do Marco Civil da Internet, agora questionam a moderação mais rígida que veio depois.

Na quarta-feira (21), o Ministério Público Federal entrou com ação civil pública na 26ª Vara Federal de Porto Alegre contra a Meta e o Facebook Serviços Online do Brasil. A ação partiu de denúncia das organizações Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Sleeping Giants Brasil e CTRL+Z, e o MPF fala em mais de mil casos de moderação desproporcional em setembro e outubro. O órgão pede a volta imediata das contas, revisão humana dos bloqueios e multa de R$ 500 mil por conta, por dia, se a decisão não for cumprida.

No TSE, a coligação Brasil Pronto pra Mais, de Lula, acusou a Meta de dar tratamento privilegiado a publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro (PL). O ministro Marco Aurélio Bellizze dobrou a multa diária, de R$ 500 mil para R$ 1 milhão, na segunda-feira (19). A Meta negou ao tribunal ter favorecido qualquer candidato, mas não entregou dados de alcance e pediu uma reunião urgente com o ministro, informou o BPMoney.

DESTAQUES