Alagoas continua no topo do ranking nacional de analfabetismo, com 14,3% da população com 15 anos ou mais sem saber ler ou escrever um bilhete simples — mais que o dobro da média nacional, que é de 7,0%. Pernambuco (11,8%) e Maranhão (11,5%) aparecem em seguida, demonstrando que o problema é especialmente crítico na região Nordeste.
Apesar de bilhões investidos em educação e programas de alfabetização, os resultados ainda são tímidos. Especialistas apontam que a raiz do problema está na educação de base sucateada, falta de infraestrutura, carência de professores qualificados e pobreza estrutural, que mantém muitos jovens fora da produtividade.
O estado enfrenta desafios históricos que impedem uma redução significativa do analfabetismo, revelando que grandes investimentos financeiros, sem gestão eficiente e foco na qualidade, não transformam efetivamente a realidade educacional de Alagoas.