Dados da Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelam que o estado de Alagoas tem a maior taxa de analfabetismo do país. Entre a população de 15 anos ou mais, 14,2% não sabem ler nem escrever, percentual significativamente superior à média nacional de 5,3% e também maior que a média da região Nordeste, de 11,1%. Esses números colocam o estado no topo de um problema que impacta diretamente o desenvolvimento social e econômico da população.
A situação também se reflete nas unidades urbanas: entre as capitais brasileiras, Maceió aparece com a maior taxa de analfabetismo, com cerca de 6,4% da população nessa condição, de acordo com levantamento divulgado por veículos de imprensa a partir dos dados do IBGE. A persistência de taxas elevadas em contextos metropolitanos reforça o desafio de garantir acesso efetivo à educação básica de qualidade e alfabetização plena.
Especialistas em educação apontam que o alto índice de analfabetismo dificulta a inserção no mercado de trabalho formal, limita oportunidades e aprofunda desigualdades sociais. Além disso, a condição compromete a participação plena dos cidadãos na vida cívica e no acesso à informação. Para reverter esse cenário, analistas defendem políticas públicas focadas em alfabetização de adultos, melhoria da infraestrutura escolar e capacitação de professores, associadas a ações integradas de inclusão social.