Alagoas ocupa a 4ª posição entre os estados brasileiros com menor capacidade de gerar receita própria para cobrir suas despesas administrativas. O dado foi destacado em um gráfico compartilhado pelo deputado estadual Cabo Bebeto, com base em informações do Tesouro Nacional. Entre os 10 estados com pior desempenho fiscal, 8 são do Nordeste, evidenciando uma forte dependência das transferências federais para equilibrar as contas públicas.
O histórico fiscal do estado é marcado por dificuldades. Uma reportagem da GazetaWeb de 2016 classificava Alagoas entre os cinco estados com as piores contas públicas do país, atribuindo nota D — a segunda pior em uma escala de D- a A+. Outros estados com nota D+ incluíam Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Dados mais recentes mostram que, em 2024, Alagoas registrou um déficit fiscal de R$ 33 milhões, integrando o grupo de 23 estados brasileiros com contas no vermelho, segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O cenário reforça a necessidade de reformas fiscais e administrativas para aumentar a eficiência na arrecadação e na gestão dos recursos públicos, reduzir a dependência de transferências federais e garantir a sustentabilidade das finanças estaduais.