Entre 2022 e 2024, Alagoas registrou uma redução expressiva da insegurança alimentar, passando de 36,7% para 5%, segundo dados do governo federal. O resultado rendeu ao estado o Prêmio Brasil Sem Fome, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).

Apesar da aparente conquista, especialistas alertam que a redução não representa uma solução estrutural para a fome. Sem investimentos em educação de base, formação técnica e estímulo à produtividade, o avanço é considerado paliativo, dependente de transferências de renda e programas emergenciais.

O governo estadual atribui a melhoria a políticas públicas integradas, envolvendo assistência social, saúde, educação e geração de emprego, mas analistas destacam que, sem medidas estruturantes, a segurança alimentar pode se reverter diante de crises econômicas ou mudanças políticas.

O debate evidencia que, embora Alagoas tenha conseguido atenuar a fome de forma significativa, o verdadeiro desafio é implementar políticas que garantam autonomia econômica e segurança alimentar de longo prazo para toda a população.

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