Alagoas encerrou novembro de 2025 com mais famílias beneficiárias do Bolsa Família do que trabalhadores formais com carteira assinada no setor privado, segundo dados recentes do governo federal e do Ministério do Trabalho e Emprego.

O programa de transferência de renda atende 493.165 famílias no estado, com investimento de R$ 341,97 milhões e benefício médio de R$ 694,41. O número inclui grupos prioritários, como 4.848 famílias indígenas, 8.620 quilombolas e 1.945 famílias em situação de rua. Nos meses anteriores, o total oscilou entre 501 mil e 533 mil famílias, mas o dado mais recente confirma o patamar acima de 490 mil lares atendidos.

No mercado de trabalho, o estoque de empregos formais no setor privado somou 482.590 vagas em outubro de 2025. No mês, houve saldo positivo de 4.657 novos postos, puxados principalmente pelo setor de serviços, que concentra 239.222 vínculos. No acumulado do ano, Alagoas registrou a criação de 16.347 empregos formais. Apesar de o estado ter o segundo maior percentual de trabalhadores privados formais do Nordeste (64,2%), o número absoluto ainda é menor que o total de beneficiários do Bolsa Família.

A diferença entre dependência de programas sociais e geração de emprego formal permanece como um dos principais desafios estruturais para o desenvolvimento econômico do estado.

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