O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), denunciou nesta quinta-feira (6) a existência de uma blindagem política em torno de nomes citados nos esquemas de desvio de recursos destinados a aposentados e pensionistas.
Segundo o parlamentar, a comissão identificou movimentações milionárias e a atuação de padrinhos políticos protegendo servidores e intermediários suspeitos de envolvimento nas fraudes. Gaspar afirmou que há resistência de setores do governo e de instituições públicas em permitir o avanço das investigações sobre quem realmente se beneficiou do esquema.
“A CPMI não vai se calar diante das tentativas de encobrir crimes contra os aposentados do Brasil. Estamos diante de uma rede de proteção e de poder, e vamos expor todos os responsáveis, independentemente de quem sejam”, disse o relator durante nova rodada de oitivas no Congresso.
Os depoimentos mais recentes têm revelado a atuação de empresas de intermediação de empréstimos e de servidores com acesso privilegiado a dados do INSS. O esquema, segundo a comissão, gerou prejuízos bilionários e impactou diretamente beneficiários de baixa renda, vítimas de descontos indevidos e contratos falsificados.
A CPMI deve continuar as oitivas nas próximas semanas, com novas quebras de sigilo e requisições de documentos. O relator já adiantou que o relatório final trará nomes e conexões políticas ainda não revelados publicamente.