O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou nesta segunda-feira (20) que as investigações sobre o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) revelam “um retrato da imoralidade”. Durante o depoimento de Tônia Galletti, Gaspar destacou que mais de R$ 20 milhões circularam em favor de um mesmo núcleo familiar ligado à direção do sindicato.

Segundo o parlamentar, os recursos foram movimentados entre empresas e escritórios pertencentes a parentes de Tônia, que atuava como advogada e coordenadora jurídica do Sindnapi. Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal apontam suspeitas de desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas, por meio de contratos e comissões ligadas ao crédito consignado.

“É uma empresa familiar. Mais de 20 milhões de reais para uma única família. Isso vai contra todos os princípios morais e, mais grave, configura crime”, afirmou o relator.

As apurações seguem no âmbito da CPMI e podem resultar no indiciamento dos envolvidos. O caso reforça as denúncias de fraudes estruturadas em entidades sindicais que deveriam proteger os direitos dos aposentados, mas se transformaram, segundo o relator, em instrumentos de enriquecimento ilícito.

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