O Brasil caiu para a 117ª posição entre 184 países no Índice de Liberdade Econômica 2025, elaborado pela The Heritage Foundation, e permanece classificado como uma economia “majoritariamente não livre”. Com pontuação de 55,1 em 100, o país segue atrás de nações latino-americanas menores e menos industrializadas, como Paraguai, Uruguai e Chile — um retrato preocupante para quem deseja empreender e gerar empregos.
Os analistas do levantamento apontam como principais entraves ao desenvolvimento econômico o excesso de impostos, a burocracia sufocante, a rigidez das leis trabalhistas e o intervencionismo estatal. A combinação desses fatores faz do Brasil um ambiente hostil aos negócios, onde abrir, operar e manter uma empresa continua sendo um desafio desproporcional. Além disso, a complexidade tributária e o custo de conformidade legal consomem tempo e recursos que poderiam ser direcionados à inovação e à produtividade.
Economistas destacam que, apesar do potencial de mercado, o país segue travado por um modelo de Estado inchado e regulador, que cobra caro, entrega pouco e desestimula o investimento privado. O resultado é um ciclo vicioso: menos liberdade econômica significa menos competitividade, menos empregos e menos prosperidade. Enquanto outras nações reformam e simplificam, o Brasil insiste em manter o empresário como refém de um sistema tributário e regulatório que parece feito para punir quem produz.