O Brasil voltou a ocupar uma das piores colocações no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) divulgado pela Transparência Internacional, repetindo uma posição que preocupa especialistas e organizações civis: o país figura entre os mais mal avaliados no combate à corrupção em todo o mundo. Com uma pontuação que permanece estagnada em níveis historicamente baixos, o relatório reflete uma percepção persistente de práticas corruptas e fraqueza nas instituições de controle e fiscalização.

Especialistas ouvidos pela imprensa ressaltam que a manutenção de uma colocação tão desfavorável não decorre apenas de episódios isolados, mas sim de um problema estrutural: a sensação de que a impunidade é generalizada e que mecanismos de responsabilização ainda não foram suficientemente fortalecidos. Para além de rankings, esse cenário impacta diretamente a confiança da sociedade nas instituições públicas, a atratividade de investimentos e a credibilidade do Estado brasileiro.

Organizações da sociedade civil e observadores internacionais destacam que o Brasil precisa avançar em reformas que reforcem a transparência, aperfeiçoem os sistemas de controle e acelerem a punição de práticas ilícitas. O desafio, conforme apontado no relatório, não é apenas mudar o posicionamento em um ranking, mas reverter a percepção de que a corrupção segue como entrave à eficiência do setor público e ao desenvolvimento sustentável do país.

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