O desempenho das escolas brasileiras continua entre os mais baixos do mundo em matemática e leitura, segundo os resultados mais recentes do PISA 2022, principal avaliação internacional de estudantes de 15 anos, aplicada pela OCDE em 81 países. O Brasil permanece abaixo da média global em todas as áreas avaliadas e atrás de diversas nações em desenvolvimento.

Os resultados mostram que menos da metade dos alunos brasileiros atinge o nível mínimo de proficiência em matemática e leitura, indicador que mede a capacidade básica de resolver problemas e compreender textos. Em matemática, o país ficou entre as dez piores posições do ranking; em leitura, permaneceu na parte inferior da tabela, sem avanços significativos desde a edição anterior.

Além do PISA, estudos complementares como o PIRLS — que avalia compreensão de leitura no 4º ano do ensino fundamental — também colocam o Brasil nos últimos lugares, reforçando desafios estruturais da alfabetização e da capacidade de interpretar textos entre crianças e adolescentes.

Especialistas apontam fatores como desigualdade social, baixa formação docente, currículos defasados e ausência de políticas educacionais contínuas como causas centrais para o baixo desempenho. Para organismos internacionais, o país só conseguirá recuperar posições com investimentos sustentados e foco em alfabetização, matemática básica e combate ao abandono escolar.

O governo federal afirma que novos programas estão em implementação, mas as avaliações externas mostram que a distância entre o Brasil e os países desenvolvidos segue ampla — e, em muitos casos, aumentando.

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