Em 2024, a camada de ozônio da Terra apresentou sinais significativos de recuperação, atingindo a maior espessura registrada em décadas. Esse avanço foi destacado no Boletim de Ozônio da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgado em 16 de setembro de 2025, durante o Dia Mundial do Ozônio e o marco dos 40 anos da Convenção de Viena.
O relatório da OMM aponta que o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida foi menor em 2024 do que nos últimos anos, com um déficit máximo de 46,1 milhões de toneladas em 29 de setembro, abaixo da média observada entre 1990 e 2020. Essa redução é creditada às ações científicas e internacionais coordenadas, especialmente ao Protocolo de Montreal, que levou à eliminação de mais de 99% das substâncias nocivas à camada de ozônio, como os clorofluorcarbonetos (CFCs).
A recuperação da camada de ozônio é fundamental para a proteção contra a radiação ultravioleta, que pode causar câncer de pele, catarata e danos aos ecossistemas. Com base nas tendências atuais, a OMM estima que a recuperação total da camada de ozônio ocorrerá até 2040 no restante do mundo, até 2045 no Ártico e até 2066 na Antártida.
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, ressaltou a importância da colaboração internacional e da pesquisa científica contínua para monitorar e proteger a camada de ozônio. Ela destacou que a confiança, colaboração internacional e compromisso com a livre troca de dados são essenciais para o sucesso desse processo.