O chefe da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), James Sparks, expressou pesar pelas mortes ocorridas durante a megaoperação policial no Rio de Janeiro e se colocou à disposição para cooperar com o Brasil no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado.
Sparks destacou que a DEA está pronta para auxiliar as forças de segurança brasileiras com tecnologia, inteligência e apoio técnico em ações voltadas ao enfrentamento das facções criminosas que atuam no país.
A declaração ocorre em meio às críticas do governo federal à operação conduzida pela gestão de Cláudio Castro (PL), que resultou em mais de 120 mortes. Enquanto o governo dos Estados Unidos enfatizou a importância da cooperação internacional para enfrentar o narcotráfico, setores do governo brasileiro preferiram responsabilizar as forças policiais pela ação.
Especialistas em segurança afirmam que a manifestação da DEA reforça o contraste entre a visão norte-americana de apoio à repressão ao crime e a postura mais crítica adotada pelo governo Lula, que pediu perícia da Polícia Federal nos corpos e classificou a operação como “desastrosa”.