A eleição presidencial no Chile chama atenção pelo modelo de contagem pública dos votos, realizado de forma aberta e acessível à população. Diferentemente de sistemas totalmente centralizados, os votos são anunciados um a um, em voz alta, diante de fiscais, representantes de partidos e cidadãos presentes nos locais de apuração.
O procedimento ocorre imediatamente após o encerramento da votação. As urnas são abertas publicamente e cada cédula é exibida e lida, permitindo que todos acompanhem a apuração em tempo real. Os resultados são registrados em atas assinadas pelos membros da mesa e fiscais, garantindo rastreabilidade e conferência posterior.
Defensores do modelo afirmam que a transparência do processo fortalece a confiança no sistema eleitoral, reduz disputas sobre o resultado e permite fiscalização direta da sociedade. Críticos apontam que o método é mais lento, mas reconhecem que a publicidade da apuração funciona como mecanismo de controle e legitimidade.
O sistema chileno é frequentemente citado em debates internacionais sobre transparência eleitoral, especialmente em países onde a confiança nas instituições eleitorais está em discussão.