A embaixadora comercial dos Estados Unidos, Greer, declarou nesta quinta-feira (16) que as recentes ações da China tiveram um efeito inesperado: unir o governo e o setor privado norte-americano em torno da agenda industrial do presidente Donald Trump.

Segundo Greer, “as medidas e posturas da China realmente uniram não só o governo, mas também a iniciativa privada nos Estados Unidos”. O movimento ocorre em meio ao anúncio da JPMorgan, que confirmou a criação de um fundo de US$ 1,5 trilhão destinado a investimentos na indústria americana, com foco em setores estratégicos e críticos.

A decisão reflete o impacto direto das tarifas e políticas de reindustrialização implementadas pela nova administração Trump, que tem defendido a soberania produtiva e a independência tecnológica dos EUA.

Enquanto a China perde espaço nas cadeias globais de suprimentos, o lema “Made in America” volta a ganhar força, impulsionado por investimentos recordes e um consenso nacional em torno da recuperação da indústria americana.

Analistas veem o movimento como um divisor de águas nas relações econômicas entre as duas potências e um sinal de que o novo ciclo geopolítico será definido pela capacidade de produção, inovação e autonomia estratégica dos Estados Unidos.

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