O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), optou por não receber o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Palácio da Guanabara, sede do governo estadual. A reunião entre os dois ocorrerá no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), onde estão concentradas as forças de segurança do estado.
O encontro foi marcado para tratar da letalidade policial e das recentes operações nas comunidades da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que resultaram em mais de cem mortes e geraram forte repercussão nacional e internacional.
Segundo o governador, a decisão de transferir a reunião para o CICC tem o objetivo de dar caráter técnico ao diálogo e evitar interpretações políticas. “Aqui é a casa das polícias. O tema é segurança pública, e o local mais adequado é este”, afirmou Castro em entrevista.
A visita de Moraes ocorre no contexto da ADPF 635, ação no Supremo que discute a atuação das forças policiais em comunidades fluminenses. O ministro acompanha de perto os desdobramentos da operação apelidada de “Contenção”, considerada a mais letal da história do estado.
A escolha do local foi vista por analistas como um gesto de firmeza institucional, em meio à tensão entre o governo estadual e o Supremo, que acompanha as ações de segurança pública do Rio desde 2020.