A Conferência do Clima (COP30), que será realizada em Belém (PA) e tem como bandeira central a transição energética e o uso de fontes limpas, enfrenta críticas após a revelação de que o evento será abastecido por 160 geradores movidos a diesel fornecido pela Petrobras.

A informação gerou forte repercussão nas redes sociais e entre ambientalistas, que classificaram a decisão como contraditória. O evento, que prometia ser o símbolo da “energia verde”, deve utilizar milhares de litros de combustível fóssil para garantir o fornecimento de energia elétrica em uma área onde a infraestrutura ainda é limitada.

Críticos apontam que a medida evidencia o distanciamento entre o discurso ambiental e a prática adotada pelos organizadores. Prometido como um marco da sustentabilidade, o encontro já acumula polêmicas envolvendo altos custos, impacto ambiental e dependência de estruturas emergenciais.

Nas redes, o evento passou a ser ironizado como “FLOP30”, em alusão ao termo usado para designar fracassos de grande proporção.

Enquanto o governo defende que os geradores são uma “solução temporária” para suprir a demanda energética da conferência, ambientalistas e opositores veem no episódio um símbolo da hipocrisia das elites políticas globais: um evento que promete salvar o planeta, mas começa poluindo a Amazônia.

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