O Rio de Janeiro tem se tornado um refúgio para traficantes de outros estados, segundo o delegado Guilherme Eugênio Rodrigues, do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat) da Polícia Civil.

De acordo com o delegado, criminosos do Espírito Santo chegam a pagar até R$ 100 mil por mês a traficantes cariocas para se manterem fora do alcance da polícia local, principalmente nos complexos do Alemão e da Maré. O pagamento também é feito por criminosos de outros estados, que eventualmente incluem outros integrantes “no pacote de proteção”.

Mesmo escondidos no Rio, os traficantes continuam a comandar atividades de suas facções, como o Terceiro Comando Puro (TCP) — surgido de uma dissidência do Comando Vermelho (CV) — e o grupo rival Primeiro Comando de Vitória (PCV).

O delegado ressaltou que, embora fora de seu estado de origem, esses criminosos estão sendo monitorados pela polícia capixaba, que aguarda o momento adequado para realizar as prisões.

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